kristen bell

vem cá, chega mais perto pra entender

No caso de alguém estar se perguntando, sim, este nome bizarro tem uma origem: apenas uma pequena história.

Era uma vez uma criança que tinha uma amigo imaginário. Mas não da forma convencional, como muitas crianças têm ao passar por esta fase: ela tinha vários amigos imaginários. Era todo um vilarejo de amiguinhos e ficava localizado embaixo de sua cama. Eles moravam em casas quase medievais, embora, naquela época, ela ainda não soubesse muito bem o que era isso. Provavelmente havia visto algum desenho ou filme que trouxesse tal cenário e achou que seria apropriado para sua pequena vila subcama. E esse vilarejo era nomeado em homenagem ao primeiro amigo imaginário, que deu origem a todo esse novo mundo: Alequinho.

A vila dos Alequinhos, onde todos os habitantes possuíam nomes como Alex, Alexandre, Alexis e derivados, passava diariamente por problemas e tinha que lutar contra o gigante conhecido como "A cama da Flávia", porque a cama da criança tratava-se de um bicama que ela dividia com a irmã mais nova. Então, dia após dia, na hora em que o quarto era arrumado e o gigante empurrado em sua direção, o vilarejo se unia para manter o povoado a salvo.

Os alequinhos não viveram longamente, porque logo a criança cresceu o suficiente para deixá-los para trás; mas, enquanto duraram, eles foram felizes. E um tempo depois ela, agora não mais tão criança assim, conseguiu achar um lugar melhor para colocar todos os alequinhos que quisesse.

E assim a criança começou a escrever.


kristen bell

fernanda monteiro, prazer.

A verdade é que eu poderia falar por horas e ainda assim estaria tudo errado, porque até acabar de explicar tudo já teria mudado. Vivo de fases, quatro até onde eu consegui contar, e todas elas vão e vêm numa constância desorganizada, nem sempre na mesma ordem e nunca com o mesmo tempo de duração. Às vezes é só passageiro e dura um mês, outras eu fico um ano na mesma antes de cansar dela. O problema no fim é a intensidade com que vivo cada uma, tanto e tão rápido que simplesmente não há como não enjoar. Se eu soubesse controlar isso eu provavelmente seria uma pessoa mais feliz. Mas, por ora, enquanto eu busco pelo equilíbrio, eu continuo a ser apenas uma viciada que muda de vício de tempos em tempos, e que precisa de todos e cada um deles de uma forma inexplicável.

Sendo assim, não pergunte quem eu sou. Pergunte quem eu sou agora.